O que fazer daqui para frente?!

Artigo 03 – Crise no RN

O QUE FAZER DAQUI PARA FRENTE?!

Uma das perguntas mais frequentes que as pessoas me fazem é o que devemos fazer para sair do buraco em que estamos vivendo no Rio Grande do Norte.

Salvo as carreiras públicas (protegidas por direitos adquiridos construídos e defendidos por corporativismo feroz e vingativo) e algumas famílias afinadas ao uso da máquina pelas oligarquias, todos os demais setores da economia potiguar estão sofrendo com a diminuição da circulação de dinheiro no Estado.

Todos.

A gente pode até conhecer um ou outro alguém que está ganhando dinheiro fruto de alguma oportunidade surgida no meio da crise, mas, em geral, todo mundo se ressente de perda de poder de compra e do poder de ganho – do grande empresário que depende do grande fluxo ao vendedor de milho que prescinde de algum fluxo.

Neste momento, é preciso entender que a crise não é pontual. Estamos sob a ameaça de algo mais perigoso. O Brasil inteiro está em crise, é verdade, mas essa crise do Brasil é o fruto dos Governos recentes eivados pela IRRESPONSABILIDADE FISCAL.

No Rio Grande do Norte, o buraco é ainda mais embaixo. Além dos governos antigos que também não prestaram a atenção ao alinhamento arrecadação x despesas (todos de direita, diga-se de passagem), estamos tendo problemas sérios com os governos locais recentes que foram fruto de grupos políticos viciados que alicerçaram e espalharam as mazelas que sofremos hoje.

No RN, a crise é maior e ela não está somente na falta de dinheiro.

Falta-nos, na prática, tudo: governantes adequados, sociedade com escolaridade necessária para promover a linha reta de mudanças e a confiança uns nos outros.

Qual a solução? Encarar a realidade e começar a trabalhar por etapas.

Minha sugestão é começar onde a gente tem consenso: encerrar os ciclos das oligarquias.

Mesmo você que não pensa igual a mim sobre muitas coisas, concorda que nosso “pé quebrado” são as oligarquias. TODOS nós em algum momento já confiamos nelas, e erro é continuar confiando.

Em qualquer mesa de debate, qualquer que seja ela, todos chegam ao consenso de que a raiz das nossas dificuldades está na obstrução do desempenho da máquina promovido pelo inchaço que as oligarquias provocaram no setor público. Nomeações de apadrinhados ocorreram de forma repetida, ano após ano, década após década e esse comportamento deformou o serviço público e a pirâmide social potiguar.

No alto, quem tem vínculo com as oligarquias, vive bem. Na base, o restante das pessoas desassistidas do básico e sonhando com o mínimo: maternidade adequada, escola primária limpa, merenda perene, professor em todas as disciplinas, que proporcionem um formação, um emprego para seu sustento; assistência para sua saúde e direito e ir e vir com segurança.

Então, quer uma sugestão por onde começar: 1) troca o critério de escolha dos governantes; 2) investimento mais e mais em educação básica (que é o alicerce onde tudo começa): 3) modernização da máquina pública; 4) ambiente adequado para investimento privado; e 5) educação + educação + educação + educação.

Estude. Quando estiver cansado, estude mais. E cobre dos seus filhos, sobrinhos, afilhados que estudem muito. O futuro é deles, mas, sem educação (e com as mesmas oligarquias), o futuro deles será igual ao presente humilhante pelo qual estamos passando agora.

Kelps Lima. Advogado. Especialista em Gestão Pública e Mestrando em Políticas Públicas. Deputado Estadual.

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